Do pré-escolar para o 1º ciclo: antes da transição

O meu filho está na sala vermelha, e agora? Já é finalista e para o ano já vai para o 1º ciclo. 
Sendo ele(a) uma criança condicional (criança que faz seis anos entre dezasseis de setembro e trinta e um de dezembro), será que deverá ficar mais um ano? Ganhar uma maior maturidade emocional e competências… Ou estarei a atrasar a sua entrada para o mundo escolar? Será que se vai adaptar a todas estas mudanças? Afinal, o que temos de ter em consideração para esta transição?


Os receios, os medos e as questões surgem sem parar nas nossas cabeças. Se pudéssemos prever o futuro a decisão seria mais fácil. Às vezes o foco está no saber escrever o seu nome, se reconhece as letras, os números… mas existe tanto para além disto. Por vezes, menosprezámos competências mais básicas que eles precisam de saber, como por exemplo, a questão da lateralidade, algo que tem vindo a ser trabalhado no dia a dia, como também na consciência fonológica através de jogos simples.


Para a decisão da transição devemos ter tudo em consideração. Uma criança até pode ter um bom desenvolvimento cognitivo, o que à partida não seria um obstáculo às aprendizagens, mas pode não ter maturidade emocional para enfrentar as exigências de um 1º ciclo.


Após algumas partilhas, a psicóloga Sofia Ortigão, decidiu desafiar os pais a fazer algo tão banal como escrever o seu nome com a sua mão habitual e a escrevê-lo com a mão contrária. A reação foi semelhante aos seus filhos quando realizam tarefas com maior dificuldade.  


Para os pais das crianças que ainda podem escolher se ingressam no próximo ano letivo, pedimos que reflitam.


Não há risco nenhum em não ir para o primeiro ano este ano, só há risco em ir cedo de mais.